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A NOSSA ASSEMBLEIA DE SETEMBRO - RECEPÇÃO DA COMITIVA DOS CCLL DO BRASIL, PARTCIPANTES NO XIII FORUM LUSO-BRASILEIRO

No dia 19 de Setembro de 2007, pelas 21 horas, no Restaurante Praça Velha, em Castelo Branco, o Lions Clube de Castelo Branco (Centro) reunia em assembleia geral e recebia os Companheiros do Brasil que, tendo participado no XIII Forum Luso-Brasileiro, na Figueira da Foz, haviam visitado Belmonte e pernoitavam na nossa cidade, de regresso ao Brasil.
Pelas 19 horas, o CL Presidente aguardava com a Esposa, a Cª Fátima, no Hotel Rainha D. Amélia, a Comitiva dos Companheiros do Brasil, prestando-lhes o necessário acolhimento.
Pelas 21 horas, o Presidente declarava aberta a sessão, segundo a fórmula protocolar e convidava para saudar a Bandeira do Clube o PCC Brito Rocha, a Bandeira do LC de Fortaleza – Iracema a CL Cyra, esposa do PDG Célio Thomaz, a Bandeira do Município a Cª Maria do Rosário Rato e a Bandeira Nacional o CL Alves Pacheco.
Leu a Invocação a CL Margarida Tavares e o Código de Ética o CL Edmilson Rodrigues.
Tendo saudado as entidades lionísticas, a Assembleia, as Companheiras e os Companheiros do Brasil, os Convidados, Representante do Senhor Presidente da Câmara Municipal, Drª Maria Adelaide Salvado e marido Dr. António Salvado e o Dr. Costa Alves, o Presidente fez entrega da direcção da sessão ao Director Social, CL Alves Pacheco.
 O Director da sessão, saudou o CL Presidente e a Assembleia, e, no uso da palavra, disse:
Na qualidade de Director Social e, por tradição do Clube, Director da Sessão, nas Assembleias com jantar, cabia-me antes de mais dar conta da agenda da reunião.
Como esta está nas vossas mãos, estou desquitado da primeira obrigação.
Cabe-me em segundo lugar, ainda de acordo com a nossa tradição, pôr à vossa atenção questões que façam por si distinguir uma reunião de Lions de uma reunião de homens de negócios ou de desportistas.
Também aqui poderia dizer-me desquitado, uma vez que do programa desta sessão constam três momentos culturais: um de música, outro de poesia e outro da história.
CL Alves PachecoPor mim, gostaria de, no final desta sessão, poder dizer que houve uma jornada de lionismo em vez de uma jornada de festa, sem embargo de para nós Lions de Castelo Branco, ser sempre ocasião de grande júbilo receber Companheiros tão distintos quanto o são os Companheiros do Brasil.
E não esqueço que a música, a poesia e a história fazem parte do nosso lionismo, sendo dele actividades relevantes.
Mas o cerne da nossa actividade, como todos bem sabemos, é, deve ser, o do serviço ao outro, ao que espera de nós a nossa ajuda desinteressada.
Não se preocupem, que não me esqueço de que uma sessão alongada é quase sempre uma sessão enfadonha e por isso serei muito muito breve.
E para ser breve, tão breve quanto desejo e quanto devo ser, vou limitar-me a ler parte de um editorial do editor de uma Revista que se publica entre nós. Faço um voto: que este texto constitua o pano de fundo das nossas preocupações de Lions nos dias que estão para vir.
Leio:
 
“Cresce o alcoolismo entre os jovens, e o consumo de estupefacientes. Aumenta o número de grávidas adolescentes. Aumenta a delinquência juvenil. Aumenta o número de divórcios. Baixa a taxa de natalidade e, consequentemente, acentua-se o envelhecimento da população portuguesa e encolhe a população. Crescem, é caro, as despesas de saúde. E diminui, é claro, o número de portugueses que contribui para que cada reformado receba a sua pensão.”
“São dados e realidades sérias e graves. E Portugal o que faz? Portugal tem um problema grave e sério de personalidade disfuncional e, por isso, em vez de fazer o que lhe interessa, faz o contrário. Arma-se em “moderno” e “fracturante” e põe no topo d agenda as relações alternativas, não o casamento nem a família; enche a boca de afectos, mas ignora o que seja amor, amizade, segurança dos filhos; promove e subsidia o aborto, não a paternidade; faz vistosas leis contra o tabaco, mas declara a luta contra a roga perdida. Dá tiros nos pés, que via muito contentinho comunicar aos jornais”
 
São estes problemas ou questões do nosso tempo e bem graves.
Vamos ser claros:
Estes males não são de hoje, vêm de longe, de muito longe.
E nada têm a ver com os partidos ou a religião. Aguardam de nós Lions um palavra pelo menos.
A reflexão sobre estes problemas colhe, a meu ver, enquadramento nos Objectivos do Lionismo, seja no do incentivo do estudo e prática de bem governar e da educação cívica, seja no do interesse que devemos ter com o bem-estar cívico, cultural, social e moral da comunidade, seja no da promoção dos “fora” da discussão dos assuntos de interesse político.
Alguns daqueles males chegaram bem fundo. Houve tempo em que quase nos envergonhávamos de nos dizer portugueses. Não sei se alguém chegou a ter receio de dizer que o N de Lions significava Nacionalidade. Atrevo-me a presumir que assim foi.
Em 2004, foi um brasileiro, “seu Luisão”, “seu Filipão”, agora caído em desgraça, que nos restituiu o orgulho de sermos portugueses. Há dias, alguém se lembrou de proclamar que mais nos valia sermos espanhóis.
Não é hoje o tempo para reflectir sobre estas e aquelas questões. É uma obrigação a que não podemos fugir por mais tempo, se queremos realizar os Objectivos do Lionismo. Delas falaremos em próximas reuniões, se assim o entender o CL Presidente.
Por me terem escutado, obrigado, Companheiros”.
Feita a apresentação lionística dos Companheiros e dos Senhores Convidados, o Director Social anunciou uma alteração do programa, pelo que dava início ao momento de poesia. O CL Presidente fez a apresentação do Dr. Costa Alves, que por seu mérito na arte de bem dizer, recitou poemas de Miguel Torga e de António Salvado. Foi este um momento inesquecível, de rara beleza e emoção. O Dr. Costa Alves – que bem que ele soube dizer os poemas que escolheu! - foi vivamente e muito justamente aplaudido.
Momento alto desta sessão, aguardado com particular interesse, foi o da palestra da Drª Maria Adelaide Salvado. Faz a sua apresentação a Cª Maria do Rosário Rato, tendo recordado o percurso literário e de investigação da oradora. Iremos diligenciar no sentido de obter o texto desta palestra notável, para a poder aqui publicar.
Seguiu-se o momento de companheirismo, tendo usado da palavra o CL Edmilson Rodrigues. No momento das intervenções, o Representante do Senhor Presidente da Câmara Municipal, o Senhor Dr. Luís Correia, fez o elogio do Clube, das suas actividades a favor da comunidade, e expressou mais uma vez o interesse do Senhor Presidente da Câmara em manter bem viva esta parceria com o nosso Clube. Foi vibrante, emocionada, a intervenção do PDG Célio Thomaz, bem ao estilo dos oradores brasileiros. A última das intervenções, a do PCC Brito Rocha, foi um hino à amizade que nos une aos Companheiros do Brasil e de Portugal, o que permite que de dois em dois anos, se realize um Forum Luso Brasileiro, alternadamente lá e cá.
Seguiu-se depois o momento musical, com a actuação do Rui Barata e do João Rodrigues, tocando e cantando canções do folclore beirão. Fora vinte minutos de vibração da assembleia que acompanhava as canções com palmas e cantando-as também, em plena comunhão com os dois artistas.
No final, Companheiros do Brasil e de Portugal reconheciam que esta fora uma bela sessão, uma autêntica jornada de Lionismo.

O site felicita: - Parabéns, CL Presidente! Parabéns, Lions Clube de Castelo Branco (Centro).

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