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A ASSEMBLEIA DE ABRIL DE 2008

A nossa Assembleia de Jantar de Abril de 2008 foi, como sempre, mais um momento de elevado ambiente lionístico. Uma palestra sobre o "Estado do Ambiente em Portugal" e as eleições para o ano lionístico 2008/09 marcaram este dia.

A NOSSA ASSEMBLEIA DE ABRIL
19 de Abril de 2008

Foi esta Assembleia enriquecida com uma palestra sobre o Ambiente, -  Estado do Ambiente em Portugal – sendo palestrante o Senhor Eng.º José António Afonso Calmeiro, sócio do Rotary Clube de Castelo Branco. Foram quarenta minutos de uma exposição rica de conhecimentos, cuja assimilação era facilitada pelos diagramas que fluíam do computador e se projectavam no pequeno ecrã. Foi o Eng.º Calmeiro Director dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco, donde saiu para ocupar o lugar de Administrador Delegado das Águas do Centro.
No pouco tempo concedido para os pedidos de esclarecimentos, o CL Francisco Vaz Lourenço colocou ao palestrante uma meia dúzia de questões, que tiveram, todas elas, a devida resposta, saindo a palestra enriquecida.
A Assembleia tributou, no final da exposição, ao Eng.º Calmeiro demorada e vibrante salva de palmas.

Iniciada a sessão, segundo a fórmula do protocolo, o CL Presidente convidou para saudar a Bandeira Nacional o CL Alves Pacheco, a Bandeira do Município a Cª Lurdes Alves e a Bandeira do Clube o CL Nisa Rato. Leu depois a Invocação, a CL Margarida Conceição. Leu o Código de Ética o CL Francisco Vaz Lourenço.
Saudou o CL Presidente a Assembleia e de modo particular o convidado do Clube o Engº Calmeiro e Esposa, D. Isabel Calmeiro, e fez entrega da direcção da sessão ao Director Social, o CL Alves Pacheco, que pediu aos Companheiros que fizessem a sua apresentação, tendo o CL Presidente apresentado o Engº Calmeiro e Esposa, e o CL Mário Minhós os seus convidados, Senhor Prata e Esposa.
No momento de trabalho, a Secretária, CL Margarida Conceição, leu a acta da assembleia de 29 de Março, que posta à discussão e votação, foi aprovada por unanimidade. O Tesoureiro, CL João Marques Pedro, deu conhecimento da situação financeira do Clube, que era boa, disse. O Director Social interpelou os Presidentes das Comissões de Actividades, tendo ele próprio, dado conhecimento de que o Boletim nº 126, relativo ao trimestre de Janeiro a Março,   deve ser-lhe entregue pela Gráfica na próxima 4ª Feira.

Teve então lugar a palestra do Eng.º Calmeiro de que se insere um breve resumo. Disse o Eng.º Calmeiro:


O ESTADO DO AMBIENTE EM PORTUGAL


O Ambiente tem vindo a deixar de ser abordado no âmbito local ou regional e cada vez mais tende a ser abordado no âmbito global, já que os temas relacionados com o Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente o combate às alterações climáticas e à conservação da biodiversidade, tem de ser feito à escala global para ser eficaz.

A nível Nacional obviamente que temos os nossos objectivos, enquadrados nos objectivos da EU e enquadrados em instrumentos legislativos específicos, como o ENDS (Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável), o PNPOT (Programa Nacional para a Política do Ordenamento do Território), o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), o PNAC (Programa Nacional para as Alterações Climáticas), o PNALE (Programa Nacional para Atribuição de Licenças de Emissão), o Fundo Português de Carbono, o PERSU II (resíduos sólidos) e o PEAASAR II ( água e saneamento), que definirão como e que objectivos, queremos a nível nacional, definindo o nosso Desenvolvimento Sustentável.

O Estado do Ambiente em Portugal foi dissecado em vários capítulos, através da sua caracterização geral, a análise das alterações climáticas, o ponto de situação do uso e poluição da água, o ponto de situação da ocupação do território e do estado da biodiversidade e finalmente a análise dos ricos a que o próprio Ambiente está sujeito.

A exposição ressaltou o facto de que as alterações climáticas estão em curso, sendo notória uma tendência para o aumento das temperaturas médias do ar e para a irregularidade da precipitação quanto ao tipo, frequência e intensidade das mesmas. O impacto destas alterações climáticas e das que ocorrerão até que as medidas mitigadoras que vão sendo tomadas, para as limitarem, surtirem efeito, não é conhecido. É já assumido que as emissões de gases de efeito de estufa (GEE), são a sua causa próxima.

A análise feita às emissões, permite concluir que dos 3 sectores mais poluentes, indústrias de produção de energia, (28% GEE), transportes (23% GEE) e o sector da indústria, apenas o sector dos transportes teve uma redução notória, graças às inovações tecnológicas que o sector automóvel tem tido. Este é o sector que mais energia consome em Portugal (35%) e, será aqui que terão que continuar a verificar-se as alterações mais profundas.

As FER (fontes de energia renovável) apesar do seu notório desenvolvimento não ultrapassam 10% da produção das térmicas e grandes hídricas, pelo que o Estado terá que promovê-las com maior intensidade.

A educação e o nível de abandono e de conclusão de estudos em Portugal são alarmantes, o que é facilmente constatável por qualquer simples sondagem feita aos jovens (com menos de 45 anos), o que antevê um futuro difícil na adaptação da nossa indústria para tecnologias de ponta.

A poluição atmosférica já é uma realidade nas grandes Áreas Metropolitanas e a poluição da água, apesar dos grandes avanços dos últimos anos, é uma grande preocupação, não só quanto às águas de superfície, mas principalmente, quanto às águas subterrâneas, onde os efeitos nocivos, resultantes da poluição à superfície, continuarão a fazer efeito durante decénios.

A ocupação do território é cada vez mais desiquilibrada e a biodiversidade, medida através de parâmetros simples, está ameaçada, quer pela acção directa do homem, quer pelo uso incorrecto do solo. A agricultura e a floresta estão em estado calamitoso, devido à diminuição da população rural, à redução demográfica e à fuga para a urbe. Não há rendimento, não há organização, os incêndios desestruturaram a floresta e compramos quase tudo o que comemos ao estrangeiro.

Finalmente o Ambiente enfrenta riscos, desde os incontroláveis até aos provocados pelo homem. Existem indícios de monitorização de factores de risco e de acções preventivas, mas grande parte dos riscos estão ainda em fase de aprendizagem pela comunidade internacional. Num momento tão difícil, em que pela primeira vez temos consciência de que somos uma aldeia global, no planeta Terra, apesar dos optimistas considerarem que a técnica tudo resolverá, envolve-nos um sentimento pessimista, porque apesar dos cientistas poderem colocar a técnica ao serviço da solução do problema, a intensidade do desastre ambiental, em curso, poderá ser superior à capacidade dos génios disponíveis para o travar.

Face às disponibilidades, às pressões e às tendências de igualdade de oportunidades de desenvolvimento do planeta Terra, em que um chinês e um indiano consomem respectivamente 1/20 e 1/10 da energia consumida por um americano, (que consome 25% da energia mundial), e à normal tendência para o equilíbrio, a questão é, se nós não conseguimos ainda no nosso Estado do Ambiente, atingir as metas a que nos propusemos com a ratificação do Protocolo de Quioto, pequena parte do global, se os EUA ainda não assumiram qualquer compromisso e se até 2009 tal não será possível face à Resolução de BALI,

será que a Terra resistirá a estes atrasos e, às tensões entre povos em estádios de desenvolvimento tão diferentes, mas com a ambição de igualdade de bem-estar e de qualidade de vida, o que normalmente até agora, quer dizer mais GEE?

Os próximos 10 anos serão determinantes para adivinhar uma resposta para o futuro do planeta, o que quer dizer para o futuro da Humanidade, na certeza porém de que ninguém hoje pode afirmar com segurança, se o ponto de não retorno já foi atingido ou quando será atingido.

 

ELEIÇÕES PARA O ANO LIONÍSTICO 2008/09

Conforme determinam os regulamentos procedeu-se à eleição dos corpos directivos para o AL de 2008/2009.
Havia uma só lista, tendo os seus membros sido eleitos por unanimidade.
São os seguintes os corpos directos do próximo ano lionístico.

Presidente – CL Maria Esmeralda Carmona Mendes
Pást Presidente Imediato – CL António Mesquita Trigueiros
1º Vice-Presidente – CL Ana Rita Calmeiro
2º Vice – Presidente – CL Maria Eugénia Andrade M R Borges
3º Vice - Presidente – - CL José Augusto Alves Pacheco
1º Secretário – CL Margarida de Fátima Tavares Conceição
2º Secretário – CL Vítor Carmona
1º Tesoureiro – CL José Maria Gouveia Ferreira
2º Tesoureiro – CL Manuel Candeias da Costa
Director Social – CL Ana Sofia Jorge
Director Crítico – CL Paulo Murad.
Conselho Fiscal:
Presidente – CL António Manuel da Costa Bernardo Barata
Vogal – Francisco Dias Alves
Vogal – João Marques Pedro

Aberto o Momento de companheirismo, o CL Alves Pacheco apresentou à Assembleia uma proposta do CL João Marques Pedro, no sentido de ser indicado mais um sócio do Clube ou não sócio para Companheiro de Melvin Jones, no âmbito da Campanha SigthFirst II. Informou o Director Social que no dia anterior, de acordo com uma decisão da Direcção do Clube, a Comissão dos Companheiros de Melvin Jones havia reunido e escolhido três sócios do Clube para novos Companheiros de Melvin Jones. Porque a angariação de fundos para este fim permitia atribuir três Melvin Jones e porque um quarto seria indicado por donativo feito ao Clube para ser atribuído a pessoa indicada pelo doador, a assembleia podia deliberar no sentido de a Comissão dos Companheiros de Melvin Jones reunir de novo e atribuir mais um título a um sócio do Clube. Posta a proposta à discussão, o CL Carlos Venâncio disse não fazer sentido a nova proposta, pois na reunião dos Melvin Jones tudo fora ponderado, tendo sido utilizada na totalidade  a verba recolhida no Concerto da Orquestra da ESART, revertendo o donativo feito ao Clube para o pagamento da sede. Também o CL Presidente e o CL Alves Pacheco usaram da palavra, sendo estes de parecer que deveria a Comissão dos Melvin Jones reunir de novo e escolher ou abster-se de indicar um quarto Melvin Jones. A proposta foi aprovada, com dois votos negativos e uma abstenção.
Ainda no Momento de Companheirismo usou da palavra o Presidente para felicitar a Direcção eleita e desejar-lhe um AL de sucessos.
O Director Social fez a devolução da direcção da sessão ao CL Presidente, que recordou a nossa participação nas próximas Convenções, em Espinho, deu conta da receita de € 2.203,50 obtida com o Concerto da Orquestra Sinfónica da ESART, recordou a realização do Jantar Dançante para angariação de fundos, em 31 de Maio, jantar este promovido pelo Leo Clube, a realização do Torneio de Ténis, promovido também pelos Leos, em 7 e 8 de Junho, do Cruzeiro  no Douro – Régua/Barca d’Alva -, em 14 e 15 de Junho, a comemoração dos Santos Populares, em 21 de Junho, a Transmissão de Funções, em 11 de Julho e a Viagem de Verão, de 10 a 17 de Agosto. Saudou de novo a Assembleia e de novo agradeceu ao Eng.º José Calmeiro e terminou dando a palavra ao Director Crítico.
O CL Manuel Candeias fez notar que não fora colocado em cada uma das Mesas o Programa da sessão e que os Companheiros agradeciam que o mesmo lhes seja distribuído para poderem seguir a sessão.
CL Alves Pacheco

 

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