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A 2ª REUNIÃO DA DIVISÃO 1 - 16.01.2009

No dia 16 de Janeiro de 2001, pelas 15 horas, o Presidente da Divisão 1 do Distrito 115 CS de Lions Clubes, declarou aberta a 2ª Reunião da Divisão 1, com a presença de sócios dos Lions Clubes de Vila de Rei, Ponte de Sor, Belmonte – Pedro Álvares Cabral, Cova da Beira e Castelo Branco (Centro)

   No dia 16 de Janeiro de 2001, pelas 15 horas, o Presidente da Divisão 1 do Distrito 115 CS de Lions Clubes, CL Ralph Wiiliam Robbins,  declarou aberta a 2ª Reunião da Divisão 1, com a presença de sócios dos Lions Clubes de Vila de Rei, Ponte de Sor, Belmonte – Pedro Álvares Cabral, Cova da Beira e Castelo Branco (Centro) – João Alves Martins, Davide Moura e Belmira Moura, PCC Brito Rocha, Ralph Robinns, Francisco Cardona; José Branco Barata; Fernando Marques Jorge, José Maria Gouveia Ferreira, Francisco Dias Alves, António Maria Felino e José Augusto Alves Pacheco.
Saudadas as Bandeiras – Nacional, do Município e do Clube de Castelo Branco-, fez a leitura dos Objectivos o CL Gouveia Ferreira.
Dispensada a leitura da acta, de 9.10.2009, da 1ª Reunião da Divisão 1, secretariada pelo CL Gouveia Ferreira, foi a mesma aprovada por unanimidade.  
O Presidente da Divisão fez uma sucinta referência ao Programa da Governadora do Distrito 115 CS, pediu que fossem breves as intervenções dos viessem a usar da palavra, até porque o PCC Brito Rocha teria de estar na Cidade da Guarda às 17 horas, para tratar da fundação de um Núcleo naquela cidade, e deu de imediato a palavra ao Presidente do LC de Vila de Rei.
O CL João Alves Martins, no uso da palavra, informou que a Tesouraria do Clube se encontrava em dia e em ordem e deu depois conta das actividades programadas para o ano lionístico em curso – Encontro dos Melvim Jones, em 30 de Janeiro, Noite de Fados, admissão de novos sócios, Passeio à Barragem do Alqueva e Encerramento do Dia da Floresta.
O PCC Brito Rocha, a propósito do Dia da Floresta deu conta da forma como esta actividade tivera início e sobre o silêncio de como foram usados alguns dos donativos oficiais e falta das respectivas contas, impondo-se que isso seja feito, pois se trata de quantias muito elevadas de milhares de contos.
O CL Gouveia Ferreira, dada a ausência momentânea do Presidente do Clube, referiu-se à situação actual do Clube agora a viver um momento de grande actividade e entusiasmo, sendo do passado as situações vividas de apatia e desinteresse e deu a saber as actividades do Clube já realizadas, nomeadamente uma Palestra sobre Pandemias, Endemias e Epidemias, pelo Presidente do Clube, e outra Palestra, sobre o significado do Natal pelo Padre Sanches, e sobre as programadas para o ano lionístico.
O CL Dias Alves deu conta da situação da tesouraria, tendo afirmado que se encontram efectuados os pagamento do que era devido.
O CL Presidente, que entretanto se achava presente, justificou a sua comparência tardia, e disse que a normalização de vida do Clube estava a caminho e em bom ritmo.
O Lions Clube de Belmonte – Pedro Álvares Cabral, pela voz do Cl Robbins, disse estar a viver momentos altos de lionismo, onde dominam a amizade e a solidariedade, ter um site de grande qualidade e audiência a nível nacional e internacional, sobressaindo a dos nossos Companheiros do Brasil. Referiu ainda as actividade programadas, estando planeado um Passeio turístico às “Amendoeiras em Flor”; em Março acontece a visita da CL Governadora, com a admissão de novos sócios; em Junho terá lugar uma “Sardinhada de Verão”.
Dada a ausência dos Companheiros do Lions Clube da Cova da Beira, sem que fosse dada qualquer justificação, o Presidente de Divisão pediu ao Presidente de Região, CL José Branco Barata, a informação possível.
O CL Branco Barata, tendo em conta as suas funções estatutárias de observador e de conselheiro, iniciou na sua intervenção dizendo que como observador se sentia contente pois, com o frio que se sofre nesta quadra, só com o coração de lions se está presente. Lamentou a ausência do seu Clube, o LC da Cova da Beira, o que o entristece profundamente, por ele não comparecer nem responder às convocatórias. Como conselheiro, porque acredita que há uma graça de estado, pensa que, com a graça da humildade, devemos dar o que nos é pedido.
Estando presente o CL Vitorino Bento dos Santos, Assessor da Campanha SigthFirst, o CL Robbins deu-lhe a palavra para informar sobre o funcionamento da sua Assessoria nos próximos três anos, no capítulo da angariação de fundos. Deu o CL Vitorino informações sobre a anterior fase da Campanha, de acordo com um folheto de Associação Internacional, dando conta dos números e dos campos de intervenção.
Interveio o CL Brito Rocha para lembrar que ainda não tivessem sido apresentadas as contas da Campanha anterior, a nível nacional – e esta tem para nós um interesse muito especial, por que nos diz respeito. Recordou que um Companheiro fez constar da nossa Revista a The Lion, versão portuguesa, que do dinheiro angariado só 10% era utilizado na actividade, sendo os 90 % restantes gastos em administração. Tal afirmação, gravíssima, nunca foi contestada, a dúvida instalou-se, e outra forma não há de a afastar senão prestando as contas na nossa Revista. Quis o CL Vitorino justificar a posição da Comissão anterior, invocando entre outros argumentos a falta de conhecimento das verbas que os Clubes enviam directamente para a Fundação. O PCC Brito Rocha interveio para dizer que nunca ninguém pôs em causa as verbas “dos emblemas”, ou seja, as verbas dos donativos para atribuição do título de Melvim Jones, enviadas directamente pelos Clubes, estando em causa apenas as verbas recebidas pela Comissão portuguesa e só destas se pediam e exigiam as contas. Foi esta uma “questão quente”, tratada com o coração, com o calor das convicções dos intervenientes e a franqueza dos argumentos que não podem deixar de ser utilizados, quando estão em causa os valores do Lionismo. Não se pode deixar de dar razão ao PCC Brito Rocha: a bem do Lionismo impõe-se a apresentação e publicação das contas e documentos.
Teve a seguir lugar a intervenção do CL Alves Pacheco, para apresentar a sua “Reflexão Lionística”, cujo texto se anexa.
O CL Alves Pacheco agradeceu o convite que lhe fora feito simultaneamente  pelo Presidente da Divisão 1 e pelo PCC Brito Rocha e expressou a sua satisfação pela honra do convite. Saudou os presentes, a “fina flor” dos Clubes a que pertencem e que servem e engrandecem.
O CL Alves Pacheco tratou o tema “ A leitura do Código de Ética nas nossas Assembleias Gerais”, justificando que sentira necessidade de o tratar porque no ano anterior, numa reunião de Divisão se dera conhecimento de que não devíamos ler o Código de Ética mas os Objectivos do Lionismo”. Recordou o Companheiro a origem dos Código de Ética e dos Objectivos, aquele na Convenção de Chicago, em 1917, e estes na Convenção de 1919, a “luta” que se travara para que a versão portuguesa do Código, o Código de Ética do Lionismo, fosse abolida, lendo-se apenas a versão oficial, o Código de Ética dos Lions e como interviera nessa “luta” com os artigos que foram publicados no Boletim do Lions Clube de Castelo Branco (Centro). Recordou ainda o Fundador Histórico do Lionismo, o Dr. William Woods, e o Fundador Oficial, Melvin Jones, cujo Clube, o Clube de Negócios de Chicago, aderira à Associação Internacional de Lions Clubes, aceitando o convite do seu fundador, dirigido a todos os Clubes que participaram naquela Convenção de Chicago.
Trazendo à colação os “Dados Essenciais”, publicação da Associação Internacional, o CL Alves Pacheco expôs as razões porque se impõe a leitura tanto do Código de Ética como dos Objectivos nas nossas Assembleias. Por um lado porque ninguém ama o que não conhece e por outro lado porque o Código de Ética, os Objectivos do Lionismo e o Emblema, são a pedra angular do Lionismo, sendo imperioso que sejam lidos, vividos e difundidos para se ter a verdadeira imagem do nosso Movimento.
    
REFLEXÃO LIONÍSTICA
AS ASSEMBLEIAS GERAIS E A LEITURA DO CÓDIGO DE ÉTICA
 
Não venho maçar-vos, Companheiros, com uma porventura longa “conversa” sobre o Código de Ética dos Lions. Prometo, desde já, solenemente, que não abordarei, nesta reflexão, nem um só dos seus preceitos. Não venho maçar-vos também, Companheiros, com a questão do Fundador do Lionismo, embora alguns teimem em confundir – vá-se lá saber como e porquê – o proclamado Fundador Oficial, Melvin Jones, com o Fundador Histórico, o Dr. William Woods, que fundou em 1911, The Royal Order Of Lions, associação cuja denominação, em 1916, mudou para The Association International Of Lions Clubs, com este nome fazendo parte dos Clubes que se apresentaram na Convenção de Chicago em 1917, a nossa 1ª Convenção, que reuniu 27 Clubes, entre eles o Clube de Negócios de Chicago de que Melvin Jones era sócio e que, em face do convite formulado pelo Dr. William Woods, decidiu aderir àquela Associação Internacional de Lions Clubes. Não venho para vos massacrar ou adormecer com estas questões. Sobre elas já muito se escreveu e só o ignora quem não se interessa pela História do Lionismo ou se cala, com infundado receio da Associação Internacional e opta por continuar com a velha e falsa versão da fundação do Lionismo. 
A minha reflexão tem por fim falar, não do Código, como disse, mas daquilo que me parece vir a tentar-se, desde há longo tempo: acabar com a leitura do Código de Ética nas nossas Assembleias.
Para nos entendermos todos do que quero falar, inicio com esta distinção. Quando digo Código de Ética dos Lions refiro-me à versão oficial do Código, aquela que foi elaborada pela Comissão de Ética, em 1917, na Convenção de Chicago, cuja autoria – James L. Mac.Rae, J. W. De Wesse e Russel D. Law – cuja autoria, repito, a maioria dos Companheiros ignora e outros já atribuíram a Melvin Jones, e foi aprovada, em 1918, na Convenção de Dallas. Quando me refiro ao Código de Ética do Lionismo, refiro-me à versão portuguesa, aprovada, salvo erro, na Convenção de Braga, em 1980. Era Governador o PDG Fernando Dias Esteves.
 
No final do ano passado, ao Lions Clube de Castelo Branco chegou a informação de que em reunião de Divisão, havida dias antes, fora dito que devíamos ler nas nossas Assembleias os Objectivos do Lionismo em vez do Código de Ética. Pareceu-me que se havia dito que se recebera uma carta sobre esse assunto, mas quando quis ler a carta, foi-me dito que não havia carta alguma, pois o assunto fora tratado oralmente, ao de leve, naquela reunião de Divisão. É a habitual traição dos meus ouvidos! Fala-se em alhos e percebo bugalhos. Uma coisa é certa: com carta ou sem carta, o assunto foi tratado ainda que ao de leve, como se se tratara de um “recado” sem importância, daqueles que podem ser esquecidos mas cuja mensagem fica definida para o futuro.
 
Para mim, a proposta já não era nova, quanto ao Código de Ética do Lionismo. Desde há muito que ouvia Lions de alta representatividade no Lionismo Português defender aquela tese – ler os Objectios em vez do Código. Razões de fundo de que me recorde apenas duas: somos um movimento de serviço aconfessional e o que importa é que se difundam os nossos Objectivos.
 
Mais tarde, nos anos 80, salvo erro, escrevi vários artigos no “falecido” Boletim do Lions Clube de Castelo Branco – disse “falecido”, pois deixou de publicar-se em papel e de ser remetido aos 70 e tal Clubes do Distrito115 CS, a muitos Clubes do Distrito 115 CN, a alguns clubes de Espanha, Itália, USA, Brasil, Argentina, aos Governadores e Past Governados do DM 115 e a duas centenas de Companheiros, uns membros dos Gabinetes, outros apenas Companheiros e simpatizantes que o solicitaram - escrevi, repito, alguns artigos defendendo a manutenção do Código de Ética do Lionismo, que quiseram interditar, dizendo, inicialmente, uns que não podíamos ter uma versão própria, diferente da oficial, dizendo outros que a nossa versão podia ofender os Lions ateus e impedir que alguns aceitassem o convite de filiação, dizendo outros que, sendo o Movimento aconfessional, não podíamos invocar Deus nas nossas Assembleias e muito menos ainda proclamar que teríamos sempre presentes os nossos deveres para com o “nosso Deus”, sendo de recear que a Associação Internacional nos chamasse a contas por este “atentado” ao Lionismo.
Respondi a todos estes argumentos, não podendo dar aqui conta detalhada de quanto disse, dado o tempo de poucos minutos que me foi concedido para esta reflexão.
Recordo que aos argumentos de o movimento ser aconfessional e de a nossa versão falar nos deveres para com o nosso Deus, respondi dizendo que tais argumentos não incomodavam a América, uma vez que o nosso Código completava a versão oficial, que de resto clarificava, quando substituía a expressão “os meus deveres para com a minha localidade, o meu Estado e o meu País” por “os meus deveres para com a minha Pátria”. Desde sempre o Movimento fora aconfessional, mas isso nunca impediu os Lions de invocarem Deus na abertura das Assembleias e a 1ª Convenção, de Chicago, em 1917, terminara com a leitura de uma oração por Melvin Jones. Nem deve esquecer-se que a religião é um direito fundamental, ninguém tendo o direito de amordaçar quem invocar, quando lhe aprouver, o seu Deus, dizendo simplesmente “o meu Deus”.
Quanto aos “ofendidos” ateus, respondi que não acreditava em ateus, mas em agnósticos. Admitia e admito que se diga que não sei se Deus existe, mas não acredito que se negue a sua existência. Disse-nos Kant que se não podíamos provar a existência de Deus também não podíamos provar a sua não existência. Respondi ainda que os ateus que estavam no Movimento aceitaram o convite de filiação e não se molestaram nem ofenderam que nele se falasse em Deus, o nosso Deus, não este ou aquele Deus. Hoje acrescentaria que o maior de todos os ateus, Nietzshe, nos deixou afinal uma belíssima oração - Oração a um Deus Desconhecido, o que evidencia que é incontornável o apelo do homem ao transcendente.
Esta disputa terminou numa das Convenções, onde a proposta de proibição da nossa versão teve um chumbo rotundo.
 
A verdade, todavia, é que durante algum tempo, Assembleias e Reuniões houve em que deixaram de Invocar Deus na abertura e passaram a invocar a beleza, a amizade, e as virtudes que chamam de republicanas, mas que são, quer se queira quer não se queira, de origem judaico-cristã. Outros ainda deixaram de ler o Código de Ética do Lionismo, outros passaram a ler os Objectivos, pondo de parte até a versão oficial, ou seja, o Código de Ética dos Lions, outros ainda tomaram a liberdade de casar as duas versões, suprimindo a referência a Deus e aditando Servir e não Servir-se, preceito este que não consta da versão oficial mas apenas da versão portuguesa.
 
Mas porque muitos Clubes continuavam a ler os Códigos, porque em muitas Reuniões e Assembleias se continuava a fazer a leitura dos Códigos, aquela reunião de Divisão vinha de certo dar continuidade àquele movimento dos que pretendem acabar com a leitura do Código de Ética, de qualquer deles, optando-se sempre pela leitura das Objectivos.
 
Aqui chegado, e porque o tempo que me foi dado pode estar ultrapassado, do que me penitencio, é altura de pedir um pouco mais de tempo e peço e de perguntar:
Que razões lionísticas terão sido encontradas e aduzidas para fundamentar aquela recomendação, que atinge uma e outra das versões do Código de Ética? Nem uma nem a outra devem ser lidas, recomenda-se? Porquê?
Não encontro as razões e não encontro quem mas enuncie.
Este meu texto tem por isso o propósito de incitar quem queira responder-me a justificar as novas, altas e graves razões para tão surpreendente recomendação.
Enquanto essas razões não chegam - e aposto que não chegarão nunca da parte dos mentores da recomendação - passo a dar conta dos meus trabalhos para me esclarecer.
No «Manual Para Dirigentes», 1ª Ed. de 1985, da autoria de Áureo Rodrigues e Rui Taveira, no passo nº 4 da “Ordem Normal de uma Reunião”, escrevia-se: - “Leitura do Código de Ética (se for caso disso)”.
Dei voltas e reviravoltas, mas em lado algum do Manual se dizia quando “era caso de ler-se o Código”.
Já na 4ª Ed. do “Lion Sabido”, a pág.144, no “Programa de uma Refeição”, no ponto 04 escreve-se: «Convido o CL .. para fazer a leitura dos OBJECTIVOS ou do CÓDIGO DE ÉTICA, preferivelmente, de uma frase daqueles textos, seguida de um momento de reflexão sobre a mesma”. Depois, em anotação, a pág. 147, vem esta explicação: “ A leitura de qualquer destes textos não está prevista nas Normas da Associação nem é feita em nenhum dos Países que conhecemos. Achamos que será bem melhor que se faça em cada reunião lionística uma reflexão sobre cada um daqueles textos”.
Para mim, - que me perdoe o atrevimento o mais ilustre dos lions conhecedores da filosofia lionística, o PID Rui Taveira -, o argumento da não inclusão da leitura daquelas peças nas Normas da Associação, não tem significado sobre o seu uso ou não uso nas assembleias gerais e reuniões, e vale de igual modo para a Invocação e esta, que eu saiba, é feita em diversos países. Os Lions Brasileiros, numa das suas Convenções Nacionais, a de Camboriú, recomendou o uso “de uma Invocação a Deus”, “na abertura das Assembleias Gerais”, o que inclui as dos Clubes e as das Convenções Distritais e Nacionais. O silêncio das Normas da Associação, não tem significado. Significado teria, sim, se aquelas proibissem. Porque o não proíbem, continuo a entender que o que não é proibido é permitido.
Não me parece também que seja “ bem melhor que se faça uma reflexão sobre cada um dos textos”, em lugar da sua leitura. Invoca-se ao que me parece, o bom senso. Mas a referência naquele ponto nº 4 aos Objectivos, em primeiro lugar, e depois ao Código de Ética, não me parece indiferente, que não descortino a razão da sua ordem de referência. O Código foi aprovado antes dos Objectivos, aquele na Convenção de 1918 e estes na Convenção de 1919, pelo que por esta ordem deveriam ser enunciados, salvo se houver alguma razão de preferência, razão que não descortino.
E não é bem melhor que se faça uma reflexão em lugar da leitura dos textos, porque seria bem difícil encontrar sempre quem fizesse uma reflexão condizente, porque se corria o risco de ser escolhido sempre o mesmo preceito, caindo os outros no esquecimento, porque a reflexão sobre um só dos preceitos tem o risco, havendo convidados, de dar-lhes uma perspectiva errada, porque parcelar, do Lionismo.
No tempo em que tanto se fala na difusão da imagem do Lionismo e no esforço que nos é pedido nesse sentido, não entendo que se queira perder um só momento que seja sem ler aqueles textos que são a pedra angular do Lionismo.
Será caso que nos envergonhamos, neste tempo devasso e dissoluto, tempo de ter e não de ser, será que nos envergonhamos de ter um Código com os mais elevados princípios morais e de ter por Objectivos aqueles que bem definem, no nosso campo de acção, a solidariedade entre os homens?
Num folheto da Associação Internacional – “Dados Essenciais”-, no subtítulo Filosofia Lionística, vem escrito:
“O Código de Ética, os Objectivos e o Emblema Lionístico são os alicerces para a boa cidadania. Essas bases têm que ser estudadas e compreendidas, praticadas e vividas, para que possam ser propagadas pelo mundo dos homens pensantes. A aplicação desses princípios básicos talvez necessite de uma revisão de década em década, mas o conjunto deles forma uma Filosofia da Vida de aplicação fácil e resultados excelentes”.
O que se recomendou, em meu parecer, é uma política de terra queimada: nem Código nem Objectivos importa ler nas Assembleias. Não é de boa política provocar os ateus. Não é de política correctamente proposta falar de princípios éticos nem expor princípios de boa cidadania. Neste tempo em que tudo, em que todos os valores foram postos em causa, importa deixá-los adormecidos para não levantar contra nós a fúria dos que decidiram matar esses valores e princípios que são a matriz da nossa cultura e da nossa civilização.
 
Será o nosso verdadeiro caminho o de deixar na gaveta estes textos? Não o creio.
O bom senso e a razão levam-nos a sugerir que em todas as nossas assembleias gerais continuemos a ler o Código de Ética e os Objectivos. Um e outro. Sem preferências, salvo as do Presidente, que são legítimas, se não forem exclusivas de um só dos textos. Mas é necessário que continuemos. Navigare necesse; vivere non necesse. É o Lionismo que no-lo pede.
 
Ninguém ama o que não conhece. O Lion que não sabe nem o Código de Ética nem os Objectivos do Lionismo não pode reflectir sobre eles nem amar o seu Clube, como Clube Lionísitco. Importa que ninguém seja admitido como Lion, se não tomar prévio conhecimento do Código de Ética e dos Objectivos e do significado do nosso emblema. Não pode ser de outro modo: Como pode alguém, convidado, aceitar conscientemente integrar um Clube, se não souber os seus objectivos e os princípios por que se norteia? Não podemos obrigar ninguém a decorá-los para ser admitido como sócio do Clube. Mas é nosso dever dar-lhe prévio conhecimento sobre o que somos e o que fazemos. Depois, tantas vezes o novo sócios ouvirá ler, nas nossas Assembleias Gerais, quer um quer o outro dos textos, que acabará por sabê-los de cor e, se for um “Lion de alma e coração”, acabará apaixonado pelo seu Clube. Sabem, Companheiros, eu não entendo como pode um “Lion de alma e coração” trocar as actividades do seu Clube por outras, salvo as profissionais e as que respeitam à sua família. No plano social e profissional, a família está em primeiro lugar, os deveres profissionais em segundo e os Lions em terceiro. Esta a ordem do amor bem ordenado, em meu parecer.
 
O Lionismo, porque Movimento, é uma caminhada e, como usa dizer-se, o caminho faz-se caminhando. Companheiro, não pares. Segue até ao fim.
De D. Hélder da Câmara, deixo-vos este apelo:
“Não, não pares. É graça divina começar bem. Graça maior, persistir na caminhada certa, manter o ritmo… Mas a graça das graças é não desistir. Podendo ou não podendo, caindo, embora, aos pedaços, chegar até ao fim…”
 
Os Clubes Lions estão em clara decadência, diz-se. É verdade. O diagnóstico está feito, não por mim, - quem sou eu para o fazer? - mas por Lions que correm o País e o Mundo.
Mas sabem porquê? Sabem porquê estão os Lions Clubes em decadência? Porque a muitos sócios sobra em ambição o que lhes falta em espírito lionístico. Acabemos com a ambição e coloquemos em seu lugar o espírito lionístico e deixaremos, seguramente, de ter Clubes em decadência.
 (Reflexão para ler na 2ª Reunião da Divisão 1, em 16.01.2010, em Castelo Branco, a convite de PCC Brito Rocha e CL Ralph Robinns)
CL AP
 
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