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Palestra. Arbitragem. Povo da Beira

Do Povo da Beira, semanário de Castelo Branco, transcrevemos, com a devida vénia, a notícia sobre a Palestra proferida na Assembleia de 19.02.2010, do Lions Clube de Castelo Branco.

O Lions Clube de Castelo Branco, membro da maior Associação de Clubes do Mundo, depois do infortúnio que teve devido à doença da mulher do Presidente Vaz Lourenço e da morte precoce do Presidente Carlos Venâncio, continuou o seu trabalho, agora com a presidência de Fernando Jorge, com a alma de sempre desse grande Homem, Alves Pacheco, e o contributo inquestionável de grandes corações, que abraçaram o lema de Servir e não Servir-se.
Nos últimos meses, varas personalidades têm dado brilho às suas sessões mensais. O Padre Sanches, no Natal, falou sobre a “Família”. Filipe Antunes esteve em Janeiro, falando sobre “A Dor” e, neste mês, Jorge Nunes, Presidente do Conselho de Arbitragem do Distrito de Castelo Branco, dissertou sobre “A Arbitragem”.
E é sobre esta última palestra a que assistimos, quer pelo interesse, quer pelos dados que nos foram transmitidos, que nos vamos debruçar.
Jorge Nunes é um homem do associativismo, da causa pública, do dirigismo clubista, humanista e competente, foi com estas palavras que o Lion Mário Minhós o apresentou. Durante a sua intervenção, deliciou os presentes, explicando situações polémicas, contando episódios e apresentando factos.
Dizia Jorge Nunes, nuca como hoje, Castelo Branco teve tantos árbitros nos campeonatos Nacionais. Hoje temos cem árbitros nos diversos escalões. Actualmente a Associação de Futebol de Castelo Branco “empresta” árbitros a outro distritos, por exemplo a Leiria. E isso deve-se a muito trabalho, veja-se em 2003, Castelo Branco tinha apenas sete árbitros na Federação Portuguesa de Futebol, e em 2010 tem dezassete, isto só foi possível pelos cursos de formação que demos e pelo empenho e qualidade dessas pessoas.
Anualmente, há cursos e renovação de quadros e só assim foi possível ter em Castelo Branco, não só um árbitro internacional de grande categoria (Carlos Xistra), como vários árbitros a nível Nacional, com méritos reconhecidos.
Jorge Nunes continua: é difícil captar jovens para a actividade, nos cursos que fazemos há os que completam, mas muitos saem ao fim de três meses, outros ficam sempre com o Lema:”uma coisa é ser árbitro, outra é andar na arbitragem”. E acrescentava, “não é árbitro quem quer, é preciso ter muitas qualidade humanas, grande força interior e vontade de vencer. Os árbitros sofrem muito quando estão dentro de campo. Aí é-se maltratado, humilhado. É preciso gostar muito do que se faz, para ser árbitro. Ainda por cima é-se mal remunerado, salvo quando se atinge alto nível”. Jorge Nunes deu números, que são de facto ridículos, mas por outro lado referiu que há árbitros a ganhar milhares de Euros por mês, inclusiva no nosso Distrito. Para isso é preciso trabalhar-se muito, ser-se competente e apitar jogos da Ligas ou internacionais. Deu um exemplo recente, dum árbitro português, que arbitrou o ACMilão com o Mancehester United; disse que esse árbitro ganhou tanto nesse jogo como dois anos de ordenado mínimo Nacional. Referiu que a arbitragem dum jogo da Liga Europa vale para o árbitro, três a quatro mil euros, por jogo e com todas as despesas pagas.
Jorge Nunes falou ainda nas grandes diferenças em ser árbitro distrital, da Liga ou da Federação Portuguesa de Futebol, sendo que os árbitros que apitam jogos da Liga são uns privilegiados em relação aos outros.
Depois contou várias histórias da arbitragem, algumas bem polémicas e terminou dizendo que no futebol há 17 regras e a mais importante é a 18º, que é a do bom senso e esta começa com a nomeação dos árbitros”.

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