Você está aqui  Página Principal  Notícias
NOTÍCIAS
TRANSMISSÃO DE FUNÇÕES 2011_2012

No dia 28 d Junho de 2011, pelas 21 horas, no Restaurante Praça Velha, em Castelo Branco, o Presidente do Lions Clube de Castelo Branco (Centro), CL António Manuel Teixeira Afonso, declarava aberta a assembleia da Transmissão de Funções 2011/2012, segundo a fórmula protocolar.

Aberta a sessão, segundo a fórmula protocolar – “Em nome de Deus e pela Grandeza da Pátria …” – o CL Presidente convidou para ler a Invocação o CL António Mesquita Trigueiros e para a saudação da Bandeira Nacional o CL Álvaro Manuel dos Reis Baptista, da Bandeira do Município o CL José Maria Gouveia Ferreira e da Bandeira do Clube o CL António Maria Felino.
Saudou o CL Presidente a Assembleia e o Coordenador da LCIF CL Vitorino Bento dos Santos, do LC de Abrantes, fez entrega da Direcção da sessão à Directora Social, CL Margarida Tavares Conceição, e bem assim do sino, martelo e colar.
A Directora da sessão saudou também a assembleia e o CL Vitorino Bento dos Santos e pediu que se fizesse a apresentação lionística.
O primeiro momento alto da sessão foi o da entrega do Título de Companheiro de Melvin Jones, à CL Isabel Jorge, que por ter sido operada à vista, em Lisboa, na manhã deste dia, não pôde estar presente, sendo representada pelo genro o Maestro Rui Barata.
Leu o Código de Ética do Lionismo o CL António Manuel da Costa Bernardo Barata.
Fez a apresentação da CL Isabel Jorge o CL Alves Pacheco.
Disse o Companheiro:
“Em Maio passado, prestamos homenagem às nossas Companheiras, cumprindo a tradição do Clube, iniciada logo nos primeiros anos após da fundação.
Hoje, nesta Festa da Transmissão de Funções, pode dizer-se que continuamos a prestar-lhes homenagem, distinguindo uma delas com a atribuição e entrega do título de Companheira de Melvin Jones.
Não é a nova Companheira de Melvin Jones a primeira a ser distinguida no nosso Clube com esta Comenda. Que me recorde já distinguimos as Companheiras Maria Eugénia Monteiro Borges e Maria Amélia Ribeiro Costa, a falecida D. Maria Eva e o marido, o CL Manuel Nunes Corrêa, e a falecida Cª Maria de Lurdes Lourenço.
Outra Companheira distinguimos e vamos agora festejar.
Na assembleia de Maio, no momento de Companheirismo, depois de ter evocado mulheres que na Bíblia são recordadas como exemplos de coragem, mulheres que recusavam toda a vulgaridade, disse que as nossas Companheiras têm prestado ao Clube tantos e tão altos serviços que todas elas eram e são mulheres de coragem, mulheres excepcionais, “mulheres de fogo”, como não raro se diz. Falei então de Ester, que foi rainha e salvou o seu povo do extermínio a que estava condenado pelo rei Assuero, nomeei Maria, Mãe de Jesus, a Samaritana, Maria e Marta, irmãs de Lázaro, Débora, mulher de Lapidote, nome este que significa fogo, por isso mulher de fogo, que foi profetisa e juíza de Israel, Maria Madalena, a primeira pessoa que viu Cristo depois de ressuscitado.
Muitas outras mulheres de fogo, até do nosso tempo, podia então e agora invocar, o que não vou fazer, por desnecessário, para que me inspirassem num louvor às Companheiras.
Em 2003, por mero acaso, vi na Livraria um pequeno livro de François Bott, com o título Mulheres de Fogo. Comprei e li. Dele pouco recordava quando meti mãos a esta apresentação da nova Companheira de Melvin Jones. Sei que eram todas elas mulheres que recusavam a banalidade, que viveram até ao limite das suas paixões. A todas o mesmo fogo as devorou. Recordo duas, de todos nós, creio, bem conhecidas, Ava Gardner, estrela dos anos 50, e Edith Piaf, a cantora de La Vie en Rose, que comoveu até as lágrimas a França do pós guerra 39/45 com a sua ligação ao pugilista Marcel Cerdan, aquele que encontrou a morte no céu dos Açores, na ilha de S. Miguel, no Pico Redondo, contra o qual se esmagou o avião em que seguia.
Companheiras/os:
A Companheira que hoje vamos homenagear trouxe-me ao espírito aquelas mulheres e em especial as duas irmãs de Lázaro. Ao evocá-las, vi Maria aos pés de Jesus, derramando um perfume penetrante e raro e vi Marta afadigada para bem receber o seu Hóspede. E vi os que estavam convidados para o banquete. Fechemos os olhos e contemplemos a cena. Fixemos cada um dos convidados, sentados à mesa, depois de cumpridos os ritos de purificação, esperando que a refeição seja servida. Olhemos Lázaro, irradiante de alegria, ele que estivera morto três dias – os cheiros pútridos da decomposição enchiam o ar - e ressuscitara ao chamamento do Senhor e depois o maior dos Convidados, o Convidado, Jesus de Nazaré, o Amigo da Família, incansável a proclamar o reino e a dignidade e a salvação dos homens, Ele que nunca se arredou da sua missão. Fixemos de novo Maria, que agora lhe unge os pés com uma libra, cerca de meio litro, de perfume de nardo puro, do preço de 300 denários, o equivalente a um ano de trabalho, e lhos enxugava com os seus longos cabelos cor de azeviche. Fala-se a meia voz, até mesmo os discípulos de Jesus, quando se ouve Judas Iscariote, o que o havia de vender, num aparte mordaz contra o desperdício de Maria: - podia dar-se o dinheiro aos pobres. A sala fica em silêncio, petrificada, que todos sabem que Judas não fala por causa dos pobres. De supetão, Marta irrompe, agitada, preocupada, que se vê só com os serviços da casa e da cozinha, enquanto a irmã continua sentada aos pés do seu Senhor, escutando a sua palavra, em funda paz de espírito e adoração. Incontida, grita: Senhor não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Todos sabemos a resposta suave e compassiva do Senhor: Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada (Lc, 10, 41).
 A nossa Companheira, aquela que vamos distinguir com o título de Companheira de Melvin Jones, também ela soube escolher a melhor parte, aquela que não lhe será tirada. Por isso me lembrei das irmãs Maria e Marta.
Quem é ela? Porque soube escolher a melhor parte?
Vamos devagar, sem pressas, que tenho pressa.
È Companheira desde 1981, é Companheira Lion desde 1992. Já foi Directora Social, em três mandatos, Director Crítico e Secretária, Membro de várias Comissões de Actividades: Saúde e Bem Estar em 11 mandatos, Conferências e Cultura, Relações Públicas. É seu Padrinho o CL Paulo Murad. É uma avó dedicada, embevecida com as suas meninas. Carismática, vive emocionada a sua fé. Pelas opções que fez ao longo da vida, escolheu a melhor parte, pois uma só coisa é necessária, aquela que não lhe será tirada. Vivere non necesse, navigare necesse. Viver não é necessário. Amar e servir só isso é necessário.
E ela amou e ama, até ao limite, com paixão, com toda a alma.. E ela serviu e serve, desinteressadamente, sem esperar recompensa. Escolheu a melhor parte.
Que mais poderei dizer?
Que gostaria de lhe dizer tudo isto, aqui, de viva voz. Porque foi hoje operada à retina, desejar-lhe, como desejo, rápidas melhoras.
E mais uma coisa que posso fazer, que é fazer-lhe o pedido que me impõe a leitura dum poema de Richard Back.
Eis o meu pedido:
Companheira,
“Jamais deixes
de ser criança …
Nunca deixes
de sentir,
gostar, ver
e extasiar-te
diante das coisas
tão grandiosas
como o ar, o voo
e os sons da luz do Sol
dentro de ti.
Se achares preferível,
Usa uma máscara
para proteger
a criança do mundo.
Mas lembra-te que no dia
em que permitires
que essa criança
dentro de ti
desapareça,
terás crescido
e já não estarás vivo”.
-
Jamais deixes de ser criança …
É o meu pedido.
É a nossa Companheira uma mulher de combate, mulher de fogo, mulher que travou combates, muitos combates, na vida, mulher determinada e bem disposta, que as tristezas não dão saúde e ninguém lhe paga para fingir e ela é médica, amiga do seu amigo, solidária com os que dela necessitam.
Como ela gostaria de estar connosco, tendo a seu lado o Fernando, a Sofia e o Rui e o Jaime e as netas Maria Inês e Margarida.
Só o Rui Barata está connosco. Seja ele o portador das nossas palavras de amizade e de admiração e dos parabéns que lhe dirigimos.
Parabéns, Companheira Isabel, Companheira de Melvin Jones!
 
Companheiras/os, saudemos, mesmo ausente, a nossa Companheira Isabel, tributemos-lhe uma calorosa salva de palmas, porque Companheira de Melvin Jones”.
Usaram, de seguida, da palavra o CL Vitorino Bento dos Santos, que exprimiu a sua grande satisfação por ter vindo participar nesta cerimónia da entrega da Comenda de Melvin Jones a uma Companheira que muito estima e admira e que é assim distinguida nesta sessão. Realçou o CL Vitorino o valor do donativo correspondente na ajuda às comunidades desfavorecidas que a LCIF socorre. Deste donativo nem um cêntimo se perde. Tudo é gasto com os necessitados que temos de socorrer. Terminou fazendo oferta de um conjunto de chávena e pires com o logotipo da Fundação, que o PDI Rui Taveira mandou confeccionar, à sua custa, para estas ocasiões de entrega de Comendas de Melvin Jones.  
A CL Margarida Conceição fez a leitura da carta da LCIF dirigida à CL Isabel Jorge.
Procederam à entrega ao Maestro Rui Barata do Emblema de MJF e da Placa com o nome da CL Isabel Jorge os CCLL Presidente, António Afonso, Vitorino Bento dos Santos, Margarida Conceição e Alves Pacheco, este por si e em representação dos CCLL João Carlos Tonilhas, Maria Eugénia Monteiro Borges, Francisco Vaz Lourenço, PCC Brito Rocha, PCC Fernando Marques Jorge, Ana Sofia Jorge e Alírio Beirão Lopes Serrasqueiro. 
Finda esta cerimónia, muito bela e digna, a CL Directora Social devolveu a direcção de sessão ao CL Presidente, dando-se início ao segundo momento solene da sessão, o da cerimónia da Transmissão de Funções. No uso da palavra o CL António Afonso realçou os momentos bons e menos bons do seu mandato, lamentando não ter conseguido executar todos os itens do seu programa de actividades. Recordou o rastreio de despiste da diabetes e tensão arterial, a recolha de bens alimentares para os Cabazes dos Reis, entregues a 12 famílias pobres, as Instruções Lionísticas da assembleia de jantar, a palestra do Prof. Gouveia Fererira, os Boletins Informativos on-line, as roupas angariadas para a Loja Social, no valor de 130,000,00 euros, os livros e CDs recolhidos. Recordou também a grande mágoa que lhe causara a falta de adesão dos Companheiros ao Concerto e Exposição de Pintura. Lamentou ainda que não tivesse podido dar aos Leos todo o apoio de que careciam. Aqui falhei, disse.
Terminou fazendo entrega ao Presidente Eleito, CL João Carlos Tonilhas, do sino, martelo e colar, trocando de lugares.
O Presidente Eleito saudou a assembleia e teceu algumas considerações sobre o Programa de Actividades para o seu mandato, já distribuído a todos os sócios, e fez entrega da sessão ao Director Social Eleito, o CL António Barata.
O Director Social declarou aberto o momento de Companheirismo, tendo usado da palavra no momenta da discussão do Programa os CCLL António Afonso, Alves Pacheco, João Tonilhas, Gouveia Ferreira, António Barata, Mesquita Trigueiros e Vitorino Bento dos Santos.
O CL Alves Pacheco falou ainda na frequência perfeita, só alcançada por quatro Companheiros – António Felino, Monteiro Borges, Gouveia Ferreira e ele próprio – na indiferença dos Companheiros quanto à participação nas assembleias e actividades, e no abuso do estatuto de sócio ausente, que só pode ser atribuído a Companheiros impossibilitados de participar por doença ou por ausência permanente da localidade da sede do Clube. Por isso, disse, dirigindo-se ao CL Presidente: - Falhou? Não, Companheiro. Falhámos todos, uns pela indiferença, outros por falta de colaboração. A culpa tem de ser repartida.
O Director Social encerrou o Momento de Companheirismo e devolveu a direcção da sessão ao Presidente Eleito, que declarou encerrada a sessão.
Newsletter
  Nome
  E-mail
 
 
CAMPANHAS